Ao mesmo tempo, celebrou avanços comemorados por progressistas, como a celebração dos direitos de casais homossexuais ("impensável há 30 anos"), demarcações em terras indígenas ("proteger índios protege também o meio ambiente") e avanços na legislação sobre transexuais.


Houve breve autocrítica ao STF: "Não quero dizer que a Suprema Corte sempre faz o melhor, há decisões contra as quais me oponho fortemente, como as aulas religiosas nas escolas e a cláusula de barreira", afirmou.


Para o ministro, a corrupção e a transformação do país não acontecerá apenas por meio da justiça, mas de uma reforma política e de investimentos em educação.


"Estamos à beira de uma revolução profunda no Brasil: mudar o paradigma da ética pública e privada", afirmou.


"Esta é a última tarefa da nossa geração: ganhamos da ditadura, da hiperinflação e tivemos grandes vitórias contra a pobreza extrema".


Ele encerrou citando uma frase ouvida de um estudante que veio cumprimentá-lo após uma palestra recente.


"Eu não quero morar num país diferente. Quero morar num Brasil diferente."